quinta-feira, maio 25, 2006

Quarto 251

Subitamente, deu-lhe a vontade e o ímpeto de adentrar por aquele lugar, pegar o elevador apressado, sem se identificar – de certo, não seria necessário identificar-se para ela – sair sufocado das quatro paredes daquele cubículo, cair no corredor e correr, parando frente a frente da porta do quarto 251, sem precisar, também, bater e ser reconhecido pela voz. Rodaria o trinco, assim o fez, pôs-se dentro do recinto e respirou profundo, era o cheiro dela, suas roupas estendidas em partes diversas do âmbito: ali estava quem queria ser encontrada.
— Porque demoraste tanto, meu amor? Estive aqui, o tempo inteiro, a tua espera.
Sem mais palavras, fundiram-se os corpos, bocas, pernas, seios, sexos, roupas a parte, mãos, sussurros, gemidos, ventres, braços, beijos, dentes, carne e no gozo extremo dos dois, estamparam as buzinas dos carros atrás dele: carro, gente, asfalto, cidade, vida diferente do que pensara. Esta era a vida real. Acordara do sonho no qual residira por uns quinze minutos parado diante o hotel, que continuava com as portas abertas e deixava transpassar por todo prédio o cheiro da pele dela.

Vivi

2 comentários:

Anônimo disse...

esses devaneios fazem a vida bem melhor... um xero vivi
;**

O fantásico mundo de Vivi e Cê disse...

Ooooooouuuuu, Titi... se fazem, viu??? Eeh,ehe,he,ehe,he,eh,eh,ehe
Um beijão pra ti, meu líndiu!!!
Vivi