
Carolina acordou com um cansaço dos diabos! Um peso nos ombros, uma fadiga gigantesca no olhar, os lábios que preferiam ficar colados um ao outro, a saliva grossa na boca, os braços que não se erguiam e as pernas que continuavam imóveis a qualquer ruído dentro do quarto escuro. E não queria ver gente, animal, luz do sol, nuvem, céu, fumaça, carro; não desejava ver nada, nem ninguém. Não queria ouvir som, barulho, pancada, telefone tocando, ouvir música, ela não queria ouvir nada.
O mundo enoja, enjoa e transmite um cansaço intenso na vida de qualquer um. E seja o jornal com suas notícias violentas e balanços econômicos nacionais e internacionais, seja os desenhos infantis, seja os programas femininos, seja o rádio com as mesmas velhas canções bonitas e as novas músicas das paradas de sucesso, seja aquele bom dia, de quem não quer lhe desejar uma boa caminhada durante aquele dia, tudo cansa infinitamente.
Enquanto deitada, Carolina tinha a plena certeza de que aquela sensação de paz interior, da companhia de si mesma, acabaria em dois segundos. Apenas o tempo de soerguer-se da cama e ouvir o apito irritante do despertador encher o quarto daquela correria insana do mundo. E a vontade que se tinha é de um dia acordar e não achar mais nada no mundo. Ver que tudo acabou e tudo chegou a seu ponto finito. Então, nessa ausência de tudo e de todos - quem sabe? - ela poderia achar o sentido de todas as coisas que coexistiam no mundo e em sua presença.
O mundo enoja, enjoa e transmite um cansaço intenso na vida de qualquer um. E seja o jornal com suas notícias violentas e balanços econômicos nacionais e internacionais, seja os desenhos infantis, seja os programas femininos, seja o rádio com as mesmas velhas canções bonitas e as novas músicas das paradas de sucesso, seja aquele bom dia, de quem não quer lhe desejar uma boa caminhada durante aquele dia, tudo cansa infinitamente.
Enquanto deitada, Carolina tinha a plena certeza de que aquela sensação de paz interior, da companhia de si mesma, acabaria em dois segundos. Apenas o tempo de soerguer-se da cama e ouvir o apito irritante do despertador encher o quarto daquela correria insana do mundo. E a vontade que se tinha é de um dia acordar e não achar mais nada no mundo. Ver que tudo acabou e tudo chegou a seu ponto finito. Então, nessa ausência de tudo e de todos - quem sabe? - ela poderia achar o sentido de todas as coisas que coexistiam no mundo e em sua presença.
Vivi