sexta-feira, setembro 22, 2006

Sambinha Antigo

Pensei que minha cama era macia
E que os lençóis brancos
Afogassem suas mágoas
Pensei que meu teto fosse suficiente
Para esta culpa displicente
Que já não quero mais afogar.
Achei que meu lar não era vazio
E que sua presença brilhava
Cada dia mais com a luz do sol.
Sonhei que nos seus beijos tão vagos
De quem vem e passa rápido
Ainda sim, guardavam amor,
Beleza, ternura e carinho.
Mas, hoje, tudo é diferente,
Passei a ser descrente.
Jogo fora o seu frouxo amor
E, no meu samba encontro
Apenas, o amor que você
Nunca me entregou.

Vivi

terça-feira, setembro 12, 2006

Desistência

Cada dia, me decepciono mais com a humanidade. Não sei quando tudo começou, nem quando por minha extrema ingenuidade e compaixão com os demais que me rodeiam, sofri o primeiro golpe. Tento, as vezes, ignorar, deixar o rio levar as coisas más, os pensamentos miseráveis que destróem o espírito, fazer o inverso para provar que a moeda nem sempre cai na coroa, contudo é com grande penar que desisto de coagir a mesquinhez dessa gente podre e mascarada, desfazendo meu zelo e minha docilidade e trepudiando da pobreza de caráter de quem puder fazê-lo.

Vivi