
Amor. Palavra forte que significa muito. Muito para uns e nada para outros. Cada um tem uma forma diferente de sentir e demonstrar o amor. Hoje estou aqui para celebrá-lo, celebrar os seres humanos que conseguem driblar todos os obstáculos da vida, que agüentam e faz muito para preservar o que sentem.
Eu sempre me considerei uma profunda sapiente nos assuntos de amor, como se fosse algo que a gente já nascesse sabendo. Não nascemos sabendo, da mesma forma que aprendemos a falar, a andar, aprendemos a decodificar os sentimentos.
Como podemos saber o que é o amor se jamais sentimos? Eu sempre soube o que era o amor, porque sempre fui envolta por ele. Minha mãe me amou desde o momento que soube que eu iria nascer. Meu pai me amou muito por amar à minha mãe e por saber que eu a faria muito feliz.
Então, senti amor desde pequena, senti o que é ser amada. Quando fui crescendo, fui me questionando sobre o amor. Meus pais realmente se amavam? Ou se aturavam para não morrer sozinhos? Se respeitavam por amor a mim? Mas de uma coisa eu nunca duvidei, do amor deles por mim, filha única e tão desejada.
Então, senti amor desde pequena, senti o que é ser amada. Quando fui crescendo, fui me questionando sobre o amor. Meus pais realmente se amavam? Ou se aturavam para não morrer sozinhos? Se respeitavam por amor a mim? Mas de uma coisa eu nunca duvidei, do amor deles por mim, filha única e tão desejada.
Uma vez senti amor. Eu era jovem e me joguei por inteiro numa relação que eu não sabia se tinha começo, meio ou fim, mas para amar nós temos que nos doar por inteiro, não se ama apenas pela metade. Se eu amo um amigo, eu o amo por inteiro, com seus defeitos e qualidades. Aprendi isso com meus os pais, diversas vezes os decepcionei, e mesmo assim, tristes e decepcionados eles estavam ao meu lado, me apoiando e me fazendo ver as situações muito além do que podemos notar aos olhos nus.
Eu o amei por inteiro, sem pensar ou pestanejar, para mim pouco importava ser feliz por cem anos ou ser feliz por um segundo, queria entrar naquele mundo louco, cheios de dúvidas, de confusões, queria experimentar.
Como eu portadora dos conhecimentos do amor falaria dele sem jamais tê-lo sentido por outra pessoa? Uma coisa era amar, outra era ser amado. E de ser amado eu sabia muito, mas era deficiente na disciplina de amar. Descobri que para amar alguém a gente tem que desapegar um pouco da gente temos, que abrir mão de certas caprichos, egoísmo, e temos que nos livrar do eu, e aceitar o nós.
Pois é, nós hoje estamos celebrando mais um ano de casamento. Conseguimos juntos passar por muitos obstáculos. Todos os nossos três filhos abortados, os filhos que tanto desejamos ter, mas que nunca teremos. Superamos a morte de mamãe e papai, que tanto significaram pra mim. Ficamos juntos enquanto meu marido superava um câncer, quase fatal, mas acredito que meu amor por ele era tanto que o curou.
Quem tem muito amor pra dar, também tem muito amor para receber. Celebro uma vida de amor. Brindo por todos os tipos de amores. Aceito todas as maneiras de amar. Contento-me com o amor que meus pais me deram, com o carinho e o amor que meus amigos me dedicaram, e com amor que sinto e recebo.
Cê.
3 comentários:
A ambos: que nunca esqueçam porque quiseram se unir... A todos: que nunca se esqueçam porque amar é tão bom... A Cê: que nunca esqueça porque a amo tanto e a tenho como amiga principal em meu cotidiano. Ao meu amor infinito e contínuo, que seu músculo, nunca pare de bater...
Cezinha....muito obrigada pela homenagem....Ficou lindissimo o texto...Amo tu tambem. Um beijo!!!
eita
só vi agora!
q lindo....
:~
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