sexta-feira, julho 13, 2007

O espelho da floresta

E nesse dia...
E nesses todos os dias...
E todos os dias com que olhos tomas o mundo?
Não, meu querido, não baixes os olhos hoje.
Deixa que eu te mostre o que está aqui fora.
Deixa que a cidade te envolva com as luzes amarelas.
E ele me respondeu com um sorriso tão meigo:
- Mas, eu não quero saber disso não.
Então, deixa que eu te mostre a floresta.
Ávida tomei-o pela mão e começamos a subir,
Entre gargalhadas e devaneios,
Entre cervejas e cigarros,
Entre cachimbos e loucuras,
Entre carinhos e amizades.
Fomos sublimando as desgraças e misérias das guerras interiores,
Chegando ao topo da cadeia das palavras,
Fui mostrando que no seu âmago ele era perfeito.
Desvendando os segredos e mistérios daqueles
Olhos tão profundamente enigmáticos.
Olhares tão inexoravelmente amáveis.
Voz tão viril e doce.
Cheguei ao espelho de água da floresta e disse:
- Vê?
- Vejo!
E ele não sabia quão puro e belo era sua alma e seu perfil.

Vivi

Obs: Esse texto foi feito para nosso amigo Cláudio de Moraes. Pessoa doce, carinhosa, um homem verdadeiro como há muito não existe nesse mundo cão. Agradecemos, desde já a sua existência nesse mundo e nas nossas vidas.

Um comentário:

O fantásico mundo de Vivi e Cê disse...

Falou e disse! Assino embaixo. Cláudio é um guru que veio para iluminar nossos caminhos.
:D