E aquele conto de contar que tudo estava dito era típido de quem enganava e queria que cressem que tudo que saísse de sua boca, na verdade apenas palavras, fosse verossímel. Signos codificando amores incertos, símbolos identificados como falta de alguém. Um telefonema no meio da noite, e mais um vinho desabrochado na manhã serena e gélida de julho.- E era o diabo!
Era preciso descobrir onde estava a fechadura para trancar aquelas memórias.
E o Tempo dizia:
- Calma, meu filho, quando eu andar até amanhã você já esquecera da metade.
E dormiu com a camisa de tricoline branca aberta, até o cinto.
Vivi
2 comentários:
Um dia a gente há de entender o tempo das coisas. Ele tarda sim, ele falha sim, mas tudo deve ter uma razão de ser. Conformismo? Talvez! Mas é melhor viver pensando que alguma coisa de muito bom, melhor do que já foi, está por vir!
Cê
Ele traz, viu Cê... Podes apostar que sim. Talvez ele falhe porque foi criado pelo homem. Acredito existir um tempo artificial e o natural. O artificial é o tic tac do relógio, o que falha, o que nos leva a um ritmo muito doido, mas sempre traz um consolo maior depois de horas de agonia.
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